BEM VINDO!!! Aqui você encontrará a cada semana uma Entrevista.Com uma personalidade diferente...

  

Entrevista.com Ricardo Bezerra

 

Considerado o “maior carnaval fora de época do Brasil”, o Carnatal incendiou mais uma vez o Corredor da Folia entre os dias 29 de novembro e 02 de dezembro com muito axé e até ritmos pouco comuns em micaretas, como o forró e o funk, contagiando os foliões de diversas idades.

 

Seja nos camarotes, arquibancadas ou na “pipoca”, a folia contagiou a todos que puderam conferir esta festa que já faz parte do calendário de eventos de Natal há 17 anos e tem a tradição de dar o ponta-pé para a alta estação no turismo local.

 

No quesito inovação, o Carnatal 2007 trouxe o conceito do “forró elétrico”, a atual sensação em micaretas e circuitos indoors no Nordeste que levanta a galera com uma batida metalizada do mais puro forró dançante. Além da novidade do Aviões Elétrico, outros oito blocos agitaram o Corredor da Folia: Me Leva, Burro Elétrico, Nana Banana, Caju, Cidadão Nota 10, Bloco Eva, Bicho e Cerveja & Coco.

 

Para falar do evento, o blog entrevistou o criador do Carnatal, o empresário Ricardo Bezerra. Bastante feliz com o sucesso da festa, mesmo depois de 17 anos de história, Ricardo destacou que "hoje o Carnatal é considerado o melhor carnaval fora de época de todo Brasil".

 

Este ano a Destaque comemora 20 anos de atuação no mercado de eventos em Natal. Qual um balanço que você faz de toda essa história?

Muito positivo. Nós começamos com eventos pequenos, mas fomos temos uma coisa muito importante nesse ramo, que é a criatividade. Então, nós fomos criando espaços para eventos. Começamos com o América, com o forró Classe A. Depois veio o Circo da Folia, o Vila Folia. Na área de eventos fizemos vários. Mas, o principal, nós sabíamos que Natal precisava e merecia um grande evento que não tinha. Nossa capital recebendo muitos turistas e não tinha um grande evento. Foi ai que nós criamos o Carnatal, que é hoje considerado o melhor carnaval fora de época de todo Brasil. Então, isso consolidou a nossa empresa como conhecida na área de grandes eventos.

 

O folião encontra uma festa muito bonita e muito organizada. Como é o trabalho para montar uma estrutura como essa?

É um trabalho muito grande porque é durante o ano todo que nós estamos trabalhando para o Carnatal. Tanto é que logo em seguida o evento, nós já fazemos as observações, avaliamos tudo que ocorreu. Depois fazemos reuniões com todos os setores e começamos o planejamento para o ano seguinte.

 

O Carnatal já está na 17º edição. Na concepção da Destaque o evento está com o formato formado ou ainda há inovações à serem feitas?

O formato está consolidado. O evento é grandioso e não tem muito o que mexer. Agora, temos sempre que buscarmos as novidades que o mercado oferece. Este ano tivemos o exemplo com a participação de dois trios com bandas de forró. Cavaleiros do Forró abriu a festa na quinta-feira e o Aviões fechou no domingo, também com uma grande participação. Então, esse forró elétrico é a grande novidade deste ano. E o resto a gente vai melhorando, principalmente, na organização, porque a segurança do folião é prioritária.

 

Após esses 20 anos, quais as metas que a Destaque ainda quer alcançar para manter o sucesso?

Nós temos que dá continuidade aos projetos já existentes, que ainda estão em moda, como o Carnatal. E também procurar criar algum evento. A gente acha que precisa ser feito um grande São João aqui em Natal. As crianças da capital não têm um grande evento que elas possam participar como acontece em vários estados do Brasil.

 

O mercado oferece então outras possibilidades que ainda podem ser trabalhadas?

Oferece. E a gente fica muito satisfeito com isso, principalmente, com a criatividade e percepção que a Destaque sempre teve. Estamos hoje trabalhando com um grupo de pessoas jovens que a cada dia chegam com idéias novas. Então é isso que nós pensamos para o futuro. Também quero aproveitar a oportunidade para agradecer a todos que nos apóiam. Essas pessoas a gente conhece a cada ano. O próprio exemplo são vocês. A gente fica feliz porque são pessoas jovens, mas que já fazem a coisa com profissionalismo e é assim que esse mercado se renova.



Escrito por Thyago Macedo às 09h11
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Carnatal 2007

 

Seja nos camarotes, arquibancadas ou na “pipoca”, a folia contagiou a todos que puderam conferir esta festa que já faz parte do calendário de eventos de Natal há 17 anos e tem a tradição de dar o ponta-pé para a alta estação no turismo local. Por isso, o Blog Entrevista.com acompanhou de perto o Carnatal 2007.

 

Para garantir a segurança do folião que percorreu os 3,8 km do percurso que é reconhecido como um dos maiores do país, a Destaque Promoções, empresa organizadora do evento, contou com o apoio das Polícias Militar, Civil e Federal, além da Rodoviária Federal e Estadual, Corpo de Bombeiros e CREA-RN. E os dados da PM indicam que a atual edição foi uma das mais tranqüilas dos últimos cinco anos, com uma redução de 50% nos registros de ocorrências policiais. É um saldo positivo que indica que a segurança é uma atração importante para a garantia do sucesso da festa.

 

Números do Carnatal 2007:

Estimativa de público – 9 mil pessoas nas arquibancadas e 6500 nos camarotes

Percurso dos blocos – 3,8 km, sendo 800 metros só no Corredor da Folia

Efetivo de Policiais – 2 mil

Equipamentos de vigilância utilizados – 70 câmeras

Público estimado nos 4 dias do evento – 1 milhão de pessoas

 

àà Click Entrevista.com – a seguir todas as  fotos do evento!

        

 Cobertura: por Túlio Duarte e Rodolfo Carvalho

Agradecimentos: Destaque Promoções

                               SIM TV – Rede TV Natal

                               TV Potengi – Band Natal

                               Camarote Cabo FOX



Escrito por Thyago Macedo às 01h12
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Escrito por Thyago Macedo às 00h47
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Escrito por Thyago Macedo às 23h49
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Entrevista.com Clodoaldo Silva

Por Rodolfo Carvalho

 

Ele nasceu para superar barreiras, definitivamente. Depois de nascer com uma paralisia cerebral, teve de passar por quatro operações ortopédicas para corrigir uma pequena falta de coordenação motora nas pernas. Obstinado, atendeu à recomendação médica de praticar a natação como método para a sua reabilitação e aos 17 anos desbravou o mundo das piscinas. 

Gaspar Nóbrega/Hesse Comunicação

Hoje, onze anos depois de “nadar de costas” para os obstáculos da vida, ele é o recordista de títulos da natação paraolímpica brasileira. Agora o nosso bate-papo do Blog é com o nadador natalense apelidado de “Tubarão Paraolímpico”. Leia a seguir Entrevista.com Clodoaldo Silva.

 

 

1 – Primeiramente Clodoaldo, como surgiu o seu interesse pelo esporte e, mais particularmente, pela natação?

Como eu nasci com paralisia cerebral, devido à falta de oxigenação durante o parto da minha mãe, minhas pernas eram cruzadas e dobradas. Depois de passar por quatro operações, recebi a indicação médica para conhecer a natação, para que eu pudesse me reabilitar. Então, comecei a praticar o esporte em 1996, aos 17 anos. Desde então, me apaixonei pela natação e não parei mais.

 

2- No início, você teve o apoio familiar na decisão de praticar a natação ou o que pesou foi a recomendação médica?

A princípio, como falei anteriormente, foi pela recomendação médica, mas tive apoio da minha mãe sim.

 

3- E como você avalia as condições de treinamento e incentivo à prática esportiva para os portadores de algum tipo de deficiência aqui no Rio Grande do Norte? Existe uma infra-estrutura compatível com as necessidades desses atletas?

Na realidade muitas coisas melhoraram a partir do momento em que eu e os atletas começamos a trazer resultados e esses resultados começaram a ser explorados na mídia. Antes tínhamos resultados, mas não éramos divulgados. Isso fez a diferença. O apoio vem de formas diferentes, governo federal, estadual, patrocínios privados. O mercado está se abrindo, mas eu ainda diria que a cidade de Natal precisa que mais empresas invistam nos atletas. Quanto ao governo federal, foi lançada uma bolsa para os atletas, mas acredito que uma política mais efetiva empregada pelo governo do estado faria muita diferença.

 

4- Depois da conquista de tantas medalhas paraolímpicas para o Brasil, o seu nome ganhou projeção nacional e você passou a ser bastante assediado pela imprensa do Rio de Janeiro e de São Paulo. Como você lida com essa abordagem da mídia?

Normalmente. Tenho uma empresa que me atende e me dá total suporte. Isso me ajuda bastante. Não mudei nada, continuo o mesmo Clodoaldo de sempre, só que agora sou uma pessoa pública, é normal ser procurado pela mídia. Fico feliz em poder contribuir de forma positiva, pois depoimentos e entrevistas minhas contribuem para disseminar o esporte paraolímpico brasileiro e a causa das pessoas com deficiência.



Escrito por Thyago Macedo às 08h29
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5- Hoje você é um ídolo reconhecido no Brasil e no mundo, chegando ao ponto de já ter recebido em 2005 o troféu de melhor atleta paraolímpico do mundo pelo Comitê Paraolímpico Internacional. Foi o prêmio que mais te emocionou?

Foi uns dos que mais me emocionou. A escolha é conseqüência dos resultados e do esforço. Premiações como o de melhor paraolímpico do mundo são os maiores reconhecimentos para atletas profissionais. Além de vencer, a sensação de conhecer e ver atletas que jamais pensei que veria, foi maravilhoso.

Foto:Gaspar Nóbrega/Hesse Comunicação

O mais emocionante é que os atletas me conheciam e me cumprimentavam também. Estar fora do nosso país e receber reconhecimento é sinal de que você também tem visibilidade internacional.

 

6- O público brasileiro está acostumado a acompanhar sua performance durante as competições, mas não conhece o trabalho dos “bastidores”. Como é a sua rotina de treinos?

Atualmente estou treinando quatro horas por dia na piscina e ainda tenho musculação no período da tarde. O domingo é o meu único dia reservado ao descanso. Quando se tem um grande objetivo, como baixar suas marcas, precisamos treinar bastante e abdicar de algumas coisas.

 

7- Após o seu sucesso no Parapan 2007, com a conquista de 11 medalhas, qual é a sua meta para as próximas competições e especialmente as Paraolimpíadas da China no ano que vem?

Eu vivo um dia após o outro e tento fazer o meu melhor. Sei que tive resultados expressivos no Parapan, mas não quero e não posso parar. Ainda sonho que não só eu, mas que meus amigos do esporte paraolímpico também tenham maior visibilidade. Sempre tenho como meta me superar e melhorar as minhas marcas.

 

8- E os planos para o futuro? É verdade que o Clodoaldo Silva pensa em deixar as piscinas para estudar Psicologia?

É verdade. A pessoa que tem objetivos sempre renova seus sonhos.  Quero também implantar o Instituto Clodoaldo Silva, ainda não tem data definida de inauguração. O nosso público-alvo são as crianças e os adolescentes. Com a criação do Instituto, esperamos ter um espaço no qual crianças e adolescentes de Natal possam, através de atividades complementares a rotina escolar, sair da situação de risco social.

 

RAIO-X

 

Nome completo: Clodoaldo Francisco da Silva

Idade: 28 anos

Apelido: Tubarão Paraolímpico

Principais títulos: Os principais são das Paraolimpíadas. Em Sidney, no ano de 2000, foram 3 de prata e 1 de bronze. Em 2004, na Grécia, ganhei 6 de ouro e 1 de prata. Sem contar as do Parapan, 7 de ouro e 1 de prata, oito recordes mundiais e dois Parapan-americanos.

Hobby: Assistir filmes



Escrito por Thyago Macedo às 08h23
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Caso Andréia

Entrevista.com Pricila Rodrigues

Por Thyago Macedo

 

Um drama que ficou marcado na crônica policial do Rio Grande do Norte. Uma mulher jovem, bonita, casa-se com um sargento da Aeronáutica e os dois deixam o Rio Grande do Sul e vêm morar em Natal. Mas, o preconceito dos pais dele fez com que essa história de amor terminasse nas páginas policiais. E foi assim, segundo confissão, que no dia 22 de agosto deste ano, Andrei Bratkowski Thies tirou a vida da própria esposa, Andréia Rosângela Rodrigues, com quem ele tem uma filha de apenas 11 meses.

       Fotos: Thyago Macedo

A gaúcha Andréia passou 69 dias desaparecida. Nesse período Andrei foi preso, mas negou durante todo tempo que tivesse envolvimento com o sumiço. No entanto, um trabalho incansável da polícia potiguar deu um desfecho ao caso. Na tarde da segunda-feira, dia 29 de outubro, o corpo da dona de casa foi encontrado enterrado debaixo de um pé de acerola na casa dos pais do seu marido. Para a família, é o fim de um drama.

Em Natal, para recuperar o corpo da irmã e levá-lo para ser sepultado em Três Cachoeiras, no Rio Grande do Sul, Pricila Rodrigues de Rodrigues concedeu entrevista ao Blog e ao Nominuto.com e revelou detalhes de como Andréia conheceu Andrei e como era o relacionamento dos dois.

 

“Eu cai numa cilada”,

foram as últimas palavras ditas por Andréia a familiares

 

Como era sua relação com Andréia?

Nossa relação era de mãe e filha. Quando minha mãe trabalhava e nós morávamos todos juntos ela já cuidava de mim. Depois a nossa mãe nos abandonou e ela começou a tomar conta de mim. Ela se preocupava muito comigo, sabe? Nós éramos uma família de cinco irmãos e ela era a mulher mais velha. Então, ela tinha uma preocupação muito grande comigo porque eu era a caçula.

 

Você falou que sua mãe as abandonou, depois disso foi que Andréia passou a morar na casa de dona Lígia?

È, ela foi trabalhar nessa casa, da “Vó Lígia” e do “Vô”, o Antônio Carlos Marotzty.

 

E como foi que Andréia conheceu o Andrei?

O “Vô” tem um grau de parentesco com a Mariana [mãe de Andrei], acho que é primo, e ai através da família foi que Andréia o conheceu. Nesse momento, ele se apaixonou por ela. Mas, a vida dele tomou outro rumo ele viajou para Anápolis. Nesse período ela teve outro relacionamento e engravidou da Andressa. Daí, quando ele soube que ela estava grávida ele voltou de Anápolis e eles reataram o namoro.

 

Eles se relacionavam bem naquela época?

Ele se mostrava uma pessoa muito carinhosa. Ela não gostava muito dele no começo, mas com a convivência ela se apaixonou. Eu posso dizer que, infelizmente, a minha irmã não achou o lado obscuro dele e se apaixonou por ele.



Escrito por Thyago Macedo às 08h27
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Quando eles decidiram vir morar em Natal?

Ele pediu para ser transferido para Natal, mas antes deles vir ele trouxe os pais. Ela tinha pedido para ele não trazer. Desde o começo do namoro a Mariana sempre insultou a minha irmã. Mas, eles vieram e não deu certo. Eles foram para o hotel da Base [FAB], mas os pais dele ficaram insistindo para Andrei levar Andréia para a casa. Daí sabe o que aconteceu? A mãe dele cortou as roubas dela. Ela teve que dormir sete dias no carro na Base Aérea. Até que ela disse que não dava mais e voltou. Só que ela voltou grávida da Andriely.

 

Andréia contou para ele que estava grávida?

Ele não acreditou. A família colocou pilha e ele não acreditou. Ela engravidou entre janeiro e fevereiro do ano passado. Então, ele mandou um amigo dele da Base Aérea ver se ela estava grávida mesmo.

 

Quando Andrei confirmou que Andréia estava grávida, ele foi buscá-la?

Ele voltou, registrou a Andriely e reconheceu como filha. Depois, eles fizeram uma união estável lá no Rio Grande do Sul.

 

Você recorda o dia em que eles vieram morar em Natal?

Sim. Foi no dia cinco de fevereiro deste ano.

 

Depois disso ela não voltou mais?

Não voltou mais. Foi ai onde tudo aconteceu. E era muito estranho porque eles tiraram todos os meios de comunicação dela. Ele arrancou o telefone da parede da casa dela. Ele quebrou o chip do celular da Andressa.

 

Você chegou a conversar com ela nesse período?

A última vez que falei com ela foi no dia 14 de agosto. Eu tenho para mim que ele mantinha ela em cárcere privado, porque não deixava ela sair de casa. Mas, um dia antes dela desaparecer ela disse para a “Vó” [Lígia Marotzty], que é a mãe adotiva, “vó, eu cai numa cilada”. Foram as últimas palavras.



Escrito por Thyago Macedo às 08h26
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   O Caso

Andréia Rodrigues desaparece

No dia 22 de agosto, a dona de casa desaparece sem dá notícias aos familiares. O marido dela só comunicou o fato a polícia três dias depois. Andréia tinha uma filha de 12 anos de outro relacionamento e uma menina de 11 meses, filha do sargento da Aeronáutica Andrei Bratkowiski Thies. No dia do desaparecimento, ele impediu a criança de 12 anos de entrar na casa do casal.

 

Delegado Rolim

Trinta dias após o desaparecimento de Andréia Rodrigues, o delegado Raimundo Rolim assume o caso. Ele afirma que a dona de casa deve está morta e aponta o sargento Andrei como o principal suspeito. O militar é preso no dia 28 de setembro por porte de arma sem registro. Ele nega qualquer envolvimento no sumiço da mulher.

 

Buscas

Acreditando que Andréia está morta, o delegado Rolim inicia buscas pelo corpo. De início, a polícia vasculhou um matagal próximo a casa do casal no Cidade Verde. Nada foi encontrado, apenas vestígios de sangue em uma parede na casa do casal. As amostras vão para o Itep. Rolim revela que essa é a investigação mais complexa da sua vida e chega a declarar: “não estou dormindo direito”. O delegado investiga além do sargento, os pais e o irmão dele.

 

Rio Grande do Sul

Na tentativa de colher informações, o delegado Raimundo Rolim viaja para o Rio Grande do Sul, no dia 16 de outubro. O objetivo é colher depoimentos dos familiares, principalmente de Andressa, filha de 12 anos de Andréia que morava com o casal em Natal. A menina escrevia em seu diário a convivência na casa no Cidade Verde. Ela revela que Andrei batia na sua mãe e que, inclusive, as duas chegaram a passar fome. Delegado retorna dizendo que as informações prestadas pela menina foram fundamentais para as investigações, mas não dá detalhes.

 

Fim do mistério

Na tarde do dia 29 de outubro, por volta das 16h 30, o delegado realiza uma busca na casa onde os pais de Andrei Thies moram, no conjunto Alagamar, em Ponta Negra. Os policiais escavam o quintal e encontram um corpo enterrado debaixo de um pé de acerola. É Andréia Rosângela. Ela foi enterrada dentro de um saco plástico e apresentava escoriações no tórax.

 

Prisão

Os pais (Mariana e Amilton) e o irmão (Rodrigo) de Andrei saem presos da casa por ocultação de cadáver. Eles negam inicialmente, mas depois confessam que o filho contou que tinha matado a própria mulher com uma “gravata”. Exames do Itep revelam, no entanto, que ela tinha uma perfuração de um objeto cortante (facão) que, inclusive, quebrou algumas costelas.

 

Confissão

Um dia após a localização do corpo, Andrei Bratkowski Thies confessa que matou a mulher, mas inocenta os pais. Ele alega que fez tudo sozinho e depois contou a eles. Em depoimento ao delegado Rolim, o sargento da Aeronáutica afirmou que discutiu com Andréia e ela teria tentado agredi-lo com uma faca. Nessa hora, ele disse que perdeu o controle e aplicou uma gravata nela, sufocando-a até a morte.



Escrito por Thyago Macedo às 08h26
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Entrevista.com Joca Júnior

Por Rodolfo Carvalho

 

Ele é natural de Currais Novos e veio para Natal com a família aos 11 anos de idade. Descobriu sua verdadeira paixão no esporte ao subir pela primeira vez numa prancha de surf em Ponta Negra. Daí, não demorou para o então garoto de 14 anos “dominar as ondas” e se tornar  campeão.

Hoje, além de ser o único surfista brasileiro a ter campeonatos em três categorias (Amador, Profissional e Master), ele é proprietário de uma empresa de “beneficiamento” de açaí e ainda dedica-se a um projeto social realizado com jovens carentes de Natal, chamado Surfistas de Cristo. O Blog publica hoje Entrevista.com Joca Júnior.

 

 

1-Você nasceu em Currais Novos e durante a infância veio com a família para Natal. A mudança de uma região interiorana para o litoral foi o principal motivo que o levou a entrar em contato com o “universo” do surf?

Foi, porque eu vim morar direto [em Natal] na inauguração do conjunto Ponta Negra e na minha rua tinha um amigo que consertava prancha, inclusive ele era meu professor de capoeira também. Então, quando a gente voltava da escola eu ia pra casa dele e via ele consertar prancha. Até que um dia ele me chamou pra ir à praia. Aí me emprestou uma prancha e no primeiro dia consegui ficar em pé, tive facilidade pra aprender. E foi aí que tudo surgiu, através desse meu amigo que eu entrei no mundo do surf.

 

2-Foi fácil conquistar a primeira prancha ou o então garoto Joca teve que enfrentar muitos obstáculos, como a resistência da família, para alcançar a “crista da onda”?

Não foi fácil no começo, porque eu nasci em Currais Novos, onde me criei até os 11 anos. Quando eu vim pra cá, meu pai queria que eu fosse jogador de futebol de qualquer maneira, porque eu jogava bem futebol. Então eu ia pra escolinha do ABC, do Alecrim, do América... até que eu fiquei jogando na escolinha do América. Mas nesse meu primeiro contato com o surf, como eu tive facilidade pra aprender rápido, o pessoal me incentivou. Aí quando meu pai viu que não tinha jeito, que eu ia pra praia com prancha emprestada, que eu já tava surfando legal, ele se rendeu. Naquela época era muito difícil, ele não queria de jeito nenhum que eu levasse aquela vida de praia, “largado”. Ele achava que não tinha futuro, mas quando ele viu que eu tinha jeito para o esporte, que era aquilo que eu queria... Foi ele quem me deu minha primeira prancha.

 

3- Como surgiu o apelido Joca Júnior?

Surgiu num campeonato de surf. Só que meu apelido já era Joca desde pequenininho. Tinha uma empregada que trabalhava com a minha mãe e quando eu nasci ela me apelidou de Joca e depois meu irmão de Goba, então ficou Joca e Goba. Não sei se foi de desenho animado, não sei de onde ela tirou isso. Quando eu fui me inscrever para um campeonato de surf em Fortaleza, numa das primeiras viagens que fiz, tinha na ficha de inscrição pedindo o nome e embaixo o apelido. Meu nome é José Genival Bezerra Júnior, aí coloquei só Júnior e apelido Joca. Então ficaram me chamando de “Júnior Joca, Júnior Joca...”, até que depois virou Joca Júnior.



Escrito por Thyago Macedo às 10h45
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4-Você conseguiu o feito de ser o único surfista brasileiro a ganhar campeonatos nas categorias Amador, Profissional e Master. Qual a receita do sucesso?

O surf não é um esporte olímpico, é considerado um esporte amador ainda. Mas quando eu comecei a me destacar pelo Nordeste, ganhando campeonatos em Fortaleza e Salvador, eu vi que tinha condições de chegar lá. E pra participar dos campeonatos, sempre fui juntando dinheiro de premiação, porque se [conseguir] patrocínio hoje é difícil, imagine uns 15 anos atrás. Então eu acreditei no meu potencial, porque ajuda de governo, prefeitura, a gente nunca teve, a verdade é essa. Mas depois que me tornei um campeão brasileiro amador, aí as portas realmente se abrem, quando as grandes marcas, as empresas “surfwear” acreditaram no meu potencial. Ao se destacar a nível nacional, aí sim eu tive uma carreira bem sucedida em termos de patrocínio.

Eu fui campeão brasileiro amador no ano de 1989, competi profissionalmente no circuito brasileiro e mundial até 2003. Uns 14 anos praticamente viajando e nunca faltou patrocínio.

Sabia falar, era “desenrolado”, tinha uma boa imagem, procurava apresentar bem os patrocinadores que me pagavam... e consegui ser campeão brasileiro amador, posteriormente profissional e depois Máster. Mas eu quero ressaltar é o início da carreira, porque vejo vários atletas aqui com potencial, que chegam a se destacar a nível nacional, mas muitos param no meio do caminho por essa falta de incentivo.

 

 

5-Com o know-how de quem já vivenciou a experiência de participar por duas vezes do WCT, a primeira divisão do surf mundial, qual a sua avaliação sobre os melhores locais para competição internacional? O Havaí é mesmo a “Meca” do surf?

O Havaí é considerado a Meca do surf porque tem onda de todo tamanho. Se você quer pegar onda pequena, perfeita, você pega. Onda média, grande, “tubular”. Lá, todo surfista testa seu limite, porque tem onda pra todo gosto. Se o cara gosta de onda gigante, que só entra puxado por jet ski, lá tem. Lá realmente tem as maiores ondas “surfáveis” do planeta. O encerramento do circuito mundial é lá naquelas ondas poderosas.

Ondas perfeitas tem na Indonésia, Ilhas Maldivas...Tem ondas muito mais perfeitas. Mas é que no Havaí, o Taiti e o nosso Fernando de Noronha, nas suas devidas proporções, tem essas ondas tubulares em forma de canudo que o surfista pega “o tubo”, que é a onda mais valorizada no surf.

 

6-O surf já chegou a ser estereotipado como esporte de “desocupado, preguiçoso” e hoje, no entanto, tem conquistado adeptos de várias classes sociais e inclusive de artistas. Como você vê essa popularização do “surf style” através da mídia?

Muito bom, porque o surf é um esporte praticado no mar, na natureza e mudou muito aquela concepção. Hoje em dia o surfista é considerado “geração saúde” porque temos advogados, empresários, médicos, doutores, gente de todas as classes envolvidos na prática do surf como lazer, é importante frisar isso. O surf é uma terapia que você descansa daquele estresse do dia-a-dia. Então, as pessoas, as classes sociais descobriram isso.



Escrito por Thyago Macedo às 10h41
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7- Atualmente você é empresário do ramo alimentício. Foi difícil abandonar uma carreira vitoriosa no surf para se dedicar ao comércio?

Na verdade não foi muito porque já tava há muito tempo viajando, já tava procurando alguma coisa pra fazer quando eu parasse a minha carreira. Eu pretendia colocar uma marca de roupa com o meu nome, alguma coisa desse tipo ou representar uma marca que patrocinou muitos anos e abrir uma loja aqui em Natal.

Mas surgiu essa oportunidade através de um amigo que me ofereceu pra comprar a representação [de uma marca de açaí], porque eu tenho distribuição de açaí pelas principais academias da cidade, em alguns colégios e em várias lanchonetes espalhadas pela cidade. E abri a minha própria aqui em Ponta Negra.

 

8- Paralelo à venda do açaí, você desenvolve um trabalho social com jovens carentes em Ponta Negra chamado Surfistas de Cristo. Como funciona esse projeto?

Na verdade, nós temos dois núcleos do Surfistas de Cristo, o de Ponta Negra, de responsabilidade do [instrutor] Hugo e do meu amigo Paulo, e o nosso núcleo de ajuda, que envolve Praia dos Artistas, Miami e Areia Preta. É um trabalho muito bom, muito bonito porque além da gente levar uma mensagem legal para o jovem, da parte de Deus, a gente fala muito sobre a questão das drogas.

A gente mostra pra eles que eles podem ser bem sucedidos se eles quiserem estudar, se eles se esforçarem, porque eu não vim de uma família rica, tudo que eu consegui foi graças ao meu esforço no surf, no esporte. Então a gente dá parafina, faz campeonato entre eles, dá roupa. Além de ajudar a descobrir novos talentos para o surf, a gente dá uma direção pra que eles não entrem, não se enveredem pelo caminho da droga, do roubo. A gente não controla a vida de ninguém, mas a gente pode dar as ferramentas para que eles venham a ser pessoas bem sucedidas.

 

9- E os planos para o futuro? Joca Júnior pretende aposentar suas pranchas ou continuar desenvolvendo atividades ligadas ao surf?

Não, eu ainda estou na primeira divisão do Brasileiro. Esse ano vai ter mais algumas etapas aí e se eu conseguir me manter na elite do surf brasileiro, no ano que vem eu já estou mais estruturado com a minha lanchonete própria, com alguns pontos de distribuição. Eu vou tentar alguns bons resultados ainda na primeira divisão, mas caso eu saia, eu vou investir todo o meu tempo, toda a minha força na minha empresa pra crescer. Mas nunca deixar de competir por equipes, sempre que tiver um campeonato Profissional ou Master aqui na região, algum campeonato brasileiro se eu for convidado, eu vou participar.

Quer dizer, o surf nunca vai sair da minha vida, né? Porque é o esporte que eu gosto, que foi o meu ganho de vida, que foi a minha vida inteira. Nunca eu vou deixar de pegar onda, mas hoje eu sou pai de família, tenho filho, tenho esposa. Então a gente tem que procurar dar o melhor pra eles e hoje em dia não é mais tanto o surf que está me dando isso.

 

RAIO-X

 

Nome: José Genival Bezerra Júnior

Idade: 38

Títulos: Campeão Amador (1989), Profissional (1996) e Master (2005)

Negócio: Açaí do Joca

                Rua Praia de Jacumã, 9008 – Ponta Negra

Projeto: Surfistas de Cristo



Escrito por Thyago Macedo às 10h35
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COCA-COLA VIBE MIX

Com o tema “Diversidade é o que toca”, a Vila Folia foi palco neste final de semana, dias 14 e 15 de setembro, de uma verdadeira mistura de sons que  embalaram uma multidão estimada de 28 mil pessoas presente nos dois dias do Coca-Cola Vibe Mix.

 

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O evento organizado pela Destaque Promoções trouxe diversos ambientes para serem desfrutados pelo público: palco principal onde tocou o melhor do axé, forró e pop rock, além de espaço hairstyle que “fez a cabeça” de muita gente bonita, tenda eletrônica e a Tenda Castelo com os melhores DJs e Chill Out, um local para quem quis relaxar com batidas leves.

Na sexta-feira, a temporada das atrações principais foi aberta com o show d’O Rappa, que apresentou o seu repertório que mistura rock e reggae. Em seguida foi a vez de Saulo Fernandes trazer a tônica do axé através dos sucessos que marcam a Banda Eva. Inclusive ele surpreendeu os fãs no dia seguinte ao visitar o camarote frontstage (veja o click do vocalista Saulo no álbum de fotos). Por último “aterrissou” no palco da Vila o já conhecido forró de ritmo forte e contagiante do Aviões do Forró, pilotado pelos irreverentes Solange e Xande.

 

Na segunda noite, o sábado começou com o melhor do rock nacional ao som de Biquíni Cavadão. Depois veio a euforia do público quando subiu a atração mais aguardada, o Chiclete com Banana. Aliás, a apresentação da banda teve mesmo jeito de aquecimento para o Carnatal, quando o vocalista Bell Marques puxará a comemoração de 15 anos do bloco Nana Banana. E para encerrar o festival, o Forró dos Play’s manteve a galera “acesa” até o amanhecer para fechar esse grande sucesso que foi a edição 2007 do Coca-Cola Vibe Mix.

 

à Click Entrevista.com - clique aqui para ver as fotos do evento!

 

  • Cobertura por Rodolfo Carvalho e Túlio Duarte
  • Agradecimento: Destaque Promoções

Escrito por Rodolfo Carvalho.



Escrito por Thyago Macedo às 11h27
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Entrevista.com Agnelo Alves

Por Rodolfo Carvalho

O Blog publica hoje Entrevista.com Agnelo Alves. Embora declare ter gosto pela administração, confessa que sua maior paixão é o jornalismo, prática que exerceu ao longo da carreira em jornais como a Tribuna do Norte, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo e Diário de Pernambuco. Considera-se um “político eventual”. Agnelo é prefeito de Parnamirim desde 2001.

“Não me sinto tolhido por ser político e nem  incentivado pelo lado jornalista. Me sinto fiscalizado como jornalista.” (Agnelo Alves).

 

Bom, para começar, uma curiosidade. O Senhor prefere conceder entrevista como político, como jornalista, ou tanto faz?

Olha, não é propriamente tanto faz, porque da política eu estou me retirando. Estou sem partido e não busco um novo partido. Então, pra eu falar como político fica aquela entrevista cheia de reservas, cheia de cuidados. E como jornalista não, eu falo mais à vontade, sem problema nenhum. E como prefeito de Parnamirim, na área administrativa, também me sinto muito à vontade.

 

O Senhor tem uma carreira política formada paralelamente à de jornalista. Nessa situação, nunca temeu que a atuação política pudesse prejudicar a sua credibilidade enquanto jornalista?

A pergunta é muito interessante, mas na verdade eu nunca temi, porque eu sou um político muito na base da eventualidade. Na primeira oportunidade, eu assumi como chefe da Casa Civil do Governo do Estado quando já estava de viagem marcada para assumir a assessoria de imprensa do jornalista Castelo Branco e do presidente Jânio Quadros. Na ocasião, Manuel de Medeiros Brito [à época, secretário estadual de Segurança Pública] sugeriu o meu nome para ocupar a função ao mediar um conflito entre dois secretários no governo Aluízio Alves. Depois, no momento da sucessão para prefeito de Natal, havia o nome consensual, popular, preparado do grupo, que era o de Erivan França. E por circunstâncias meramente alheias a nossa vontade, ele teve que ceder para outro candidato. Aí, então, ele escolheu o meu nome. A terceira vez foi quando Fernando Bezerra, candidato a senador, me convida para ser o primeiro suplente dele [na campanha de 1998]. No começo não queria, mas terminei aceitando. Até que assumo o Senado e durante o mandato sou convencido pelo povo de Parnamirim a renunciar e então ser eleito prefeito da cidade. Então, estou agora já no terceiro cargo político, porque os outros foram eventuais. Não me sinto, assim, tolhido pelo político e nem incentivado pelo lado jornalista. Me sinto fiscalizado como jornalista.

 

Recentemente, completou 38 anos da sua “perseguição” pela Ditadura Militar, tendo, inclusive, o mandato de prefeito de Natal e os direitos políticos cassados. Passados todos esses anos, qual a sensação que ficou desse episódio?

É uma lembrança amarga que eu não cultivo. Amarga menos por mim até, e mais pelo que ouvi de tanta gente sendo maltratada, humilhada. E o meu sofrimento foi por inteiro, porque a tortura não é apenas física, mas também moral, espiritual. Tudo isso marca muito a gente, mas o tempo passou e eu sobrevivi. Então, não guardo mágoas do passado. Olho pra trás e tenho uma grande experiência de vida que poucos brasileiros viveram, de viver no ostracismo por uma determinação ditatorial que comigo foi uma singularidade. Eu não fui cassado por um general apenas ou por um presidente militar. Fui cassado por uma junta militar e isso no Rio Grande do Norte foi somente comigo.



Escrito por Thyago Macedo às 14h35
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Hoje, qual a sua maior paixão: a política ou o jornalismo?

A política nunca foi uma paixão e o lado jornalista sempre foi. Agora, como político sempre refreei o jornalista. Ou melhor, usei o jornalista para me fiscalizar como político, e essa simbiose me fez muito bem. Aí você vê [Agnelo refere-se a uma moldura situada no seu gabinete de prefeito, local da entrevista] o amigo Aluísio Lacerda dizendo: “Como administrador político, Agnelo Alves não precisa de ninguém para lhe vigiar. Ele mesmo, como jornalista, se vigia”.

 

O Senhor é de uma época em que havia certa “romantização” do jornalismo, na qual não existiam todas as tecnologias que nós dispomos hoje, nem o acesso a informação era tão democrático. Qual sua avaliação do jornalismo de hoje?

O de hoje é o ideal do ideal. Quando eu me lembro, depois, dessa era romântica, eu dou graças a Deus por não ter se especializado no jornalismo só como colunista ou como repórter, só como repórter político, repórter esportivo, repórter policial ou repórter geral. Eu percorri todos os caminhos dentro da redação, menos a função de diagramador, porque eu não sei desenhar.

 

Em 2002, o senhor e seu filho, Carlos Eduardo, então vice-prefeito de Natal, romperam com o PMDB para apoiar a candidatura de Wilma de Faria ao Governo do Estado. Essa escolha foi política ou familiar?

Não, a escolha dele [Carlos Eduardo] foi uma opção, porque ele não concordava com o possível candidato que viria a ser do PMDB e nem as circunstâncias o aconselhavam a permanecer no partido. E eu o acompanhei não apenas como pai, mas porque também achava que ele estava correto. E graças a Deus nós ganhamos aquela campanha.

 

Já durante a campanha eleitoral do ano passado, o senhor deixou o PSB e apoiou a candidatura do senador Garibaldi Filho ao Governo, mesmo permanecendo sem partido. Por que, então, não decidiu voltar para o PMDB?

Porque eu não quero ser mais político, não sou mais candidato a nada. Na hora que eu ingressar num partido, aí começam os convites pra ser candidato aqui, candidato lá... pra ser candidato a senador, a governador, a prefeito de tal lugar... E, assim, eu não estando vinculado a nenhum partido, esse convite não existirá.

 

A especulação de um suposto desejo da família Alves pela volta de Carlos Eduardo ao PMDB não revela a preocupação do partido com a importância da reunificação familiar para as futuras disputas eleitorais?

Carlos Eduardo tem dito em repetidas entrevistas que só fala de política no ano da eleição, agora ele está administrando Natal. Coincide com o meu pensamento. Eu só penso agora em administrar Parnamirim.



Escrito por Thyago Macedo às 14h34
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